Idéias Mascaradas
Essa noite tive um sonho: Tinha o poder de somente dizer aquilo que eu realmente pensava! Todo mundo tem a sua própria verdade, e eu tinha a minha. E a usava! No início era ótimo, andava por aí de cabeça erguida, não levava desaforos para casa, nada me abalava e/ou me incomodava! Meus amigos, pelo menos os mais próximos, estavam próximos mesmo porque gostavam de mim pelo que sou, e não pelo que "represento", "possuo", "consigo" etc. Claro que uns aturavam esse meu "dom", outros admiravam, outros nem se importavam. No trabalho era a mesma coisa: Se não concordava com algo, dizia na lata, sem papas na língua! Mantinha os chatos e desagradáveis a km's de distância...
*Isso sim era uma coisa boa, aliás, boa não, ótima!
Mas nem tudo são flores, como diria o poeta. No decorrer do sonho - que pareciam anos - percebi que muitas vezes dizer o que pensamos a todo instante, sem pestanejar e mensurar isso podemos fazer das nossas vidas um inferno. Quer queira, quer não, TODOS, sem exceção, em algum momento mascáram suas idéias em prol de algo ou alguém. Outro detalhe é que por qualquer bobagem, esse "dom" pode magoar profundamente outras pessoas, visto que a tolerância da maioria delas para ouvir a verdade do outro nem sempre é tão elástica...
Fui notando também que as pessoas passam a te olhar de modo diferente, que sua companhia já não se torna tão agradável, que seus palpites e observações, quer onde esteja, já não são tão benvindos; você passa a não ser mais convidado para festas, eventos ou coisas do tipo - afinal, quem realmente diz o que pensa pode arruinar reuinões sociais assim apenas com uma frase mal colocada e que vá de encontro ao que o organizador pretendia com o famigerado evento.
Percebi também que até mesmo em nossa família, o que manda é a "social": Não se pode dizer, por exemplo, que a comida servida à família toda reunida em um domingão "já esteve melhor"; ou que o cabelo daquela tia com quase 50 anos que ainda se julga uma gatinha de 20 está péssimo e que os decotes fazem mais mal do que bem.
E nos relacionamentos então? Depois de algum tempo engolimos guela abaixo tanta ladainha calados que já nem sabemos mais o porquê estarmos com aquela pessoa... Parece que tudo o que foi bom fica mesmo no pretérito "foi" e que talvez nem "esteja" sendo. Esse "dom" tem ainda o poder de nos abrir os olhos e nos tornar infinitamente menos tolerantes a encheções de saco, pitís, infantilidades, imaturidades e afins, tendo como efeito colateral acharmos coisas mais interessantes em outras pessoas, mesmo que por um curto período de tempo.
Esse sonho durou horas e parecia tão real que em certo ponto tentei até me conter, me controlar... Mas não pude!
Ao fim, pouco antes de despertar, eu me vi sozinho, e mesmo estando sozinho não me senti tão mal...
E então despertei.
*Mas ficou a reflexão.
Próxima Pergunta!
*Isso sim era uma coisa boa, aliás, boa não, ótima!
Mas nem tudo são flores, como diria o poeta. No decorrer do sonho - que pareciam anos - percebi que muitas vezes dizer o que pensamos a todo instante, sem pestanejar e mensurar isso podemos fazer das nossas vidas um inferno. Quer queira, quer não, TODOS, sem exceção, em algum momento mascáram suas idéias em prol de algo ou alguém. Outro detalhe é que por qualquer bobagem, esse "dom" pode magoar profundamente outras pessoas, visto que a tolerância da maioria delas para ouvir a verdade do outro nem sempre é tão elástica...
Fui notando também que as pessoas passam a te olhar de modo diferente, que sua companhia já não se torna tão agradável, que seus palpites e observações, quer onde esteja, já não são tão benvindos; você passa a não ser mais convidado para festas, eventos ou coisas do tipo - afinal, quem realmente diz o que pensa pode arruinar reuinões sociais assim apenas com uma frase mal colocada e que vá de encontro ao que o organizador pretendia com o famigerado evento.
Percebi também que até mesmo em nossa família, o que manda é a "social": Não se pode dizer, por exemplo, que a comida servida à família toda reunida em um domingão "já esteve melhor"; ou que o cabelo daquela tia com quase 50 anos que ainda se julga uma gatinha de 20 está péssimo e que os decotes fazem mais mal do que bem.
E nos relacionamentos então? Depois de algum tempo engolimos guela abaixo tanta ladainha calados que já nem sabemos mais o porquê estarmos com aquela pessoa... Parece que tudo o que foi bom fica mesmo no pretérito "foi" e que talvez nem "esteja" sendo. Esse "dom" tem ainda o poder de nos abrir os olhos e nos tornar infinitamente menos tolerantes a encheções de saco, pitís, infantilidades, imaturidades e afins, tendo como efeito colateral acharmos coisas mais interessantes em outras pessoas, mesmo que por um curto período de tempo.
Esse sonho durou horas e parecia tão real que em certo ponto tentei até me conter, me controlar... Mas não pude!
Ao fim, pouco antes de despertar, eu me vi sozinho, e mesmo estando sozinho não me senti tão mal...
E então despertei.
*Mas ficou a reflexão.
Próxima Pergunta!


















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